sábado, 4 de fevereiro de 2012

Hey idiot, I love you (2ºCap)


Parte II

Ok. Entrámos no recinto da casa e o meu pai guiou a carrinha até à garagem, deixou-a do lado de fora, saímos da carrinha e eu senti-me como se estivesse a entrar em algo de outro mundo, pisar aquele chão e olhar aquele robusto jardim de outro ponto de vista sem ser dentro de uma carrinha através dos vidros era fascinante, as cores brilhantes, diferentes texturas, aromas inexplicáveis deixaram-me saciada de um novo mundo.
Demos a volta à casa e entrámos pela grande porta principal… Era mesmo grande.
A Cátia, a noiva do meu pai, era uma jovem de 33 anos, loira, 1.65m, magríssima era bastante simpática e cozinha lindamente, pena que é vegetariana, mas vá isso são apartes, até gosto do apoio que ela tem sobre muitas causas relativas a animais.
Agora em relação à minha nova “irmãzinha”, temos uma diferença de um ano, ela é morena, tem um sorriso bué da lindo mas as nossas confianças estão abaixo de zero. Ela não gosta muito de mim, tipo, somos muito diferentes, acho.
O meu pai deu à Cátia um beijo nojento, eu limitei-me a voltar à carrinha para buscar as malas que tínhamos lá deixado. Já estava a voltar com as minhas para dentro da casa quando o meu pai foi buscar as dele. Assim que entrei em casa, a Cátia indicou-me que tinha de subir as escadas e no corredor principal, o meu quarto ia ser por uns tempos o da Debora, era o 3º quarto do lado direito e era enorme. Uma cama de solteiro que dava para duas pessoas a brincar, era branco o quarto, as cortinas eram vermelhas e tinha uma varanda sobre o lado direito da casa, onde tinha o canteiro das rosas, era lindo. Um quarto branco decorado à base de azuis-escuros e vermelhos, e com um poster enorme do Big Ben. Yap, era uma London admired. Ok, tínhamos um ponto em comum, crazy han? Ela não estava no quarto, mas eu comecei a acomodar-me lentamente, não queria tirar nada do sítio. A minha cama estava montada, era um sofá cama, safava por agora, mas era bastante fofinho.
As horas passaram e lá fui-me acomodando, ela não chegava e eu queria despachar aquilo. Eram 19h15 quando o meu pai me veio chamar para jantar.
- Jesse, desce, a Cátia vai servir o jantar, a Debora não vem jantar connosco, ela só chega por volta das nove dez horas, por isso não vais poder fazer muito, mas anda, desce.
- Já reparaste? Esta gente tem tanta coisa, e há outros que pouco têm. – Refilei.
- Anda, esquece isso, estamos aqui agora e estamos bem, só o que importa.
Desci com ele, e não me pronunciei mais. Sentei-me naquelas cadeiras enormes e comi. Jantámos legumes, muitos legumes, e eu e o meu pai comemos também peixe grelhado. Estava delicioso.
O jantar não foi totalmente silencioso, houve pequenos bitaites sobre os preparativos do casamento. Eu fingi não estar a par da conversa. Entretanto, quando me chamaram à conversa sobre o que eu achava do local da festa, a Débora entrou com uma fúria, de telemóvel ao ouvido e subiu as escadas rapidamente com uma violência estrondosa, só gritava Mariana isto, e Mariana aquilo…
Mas que raio se passava? É com aquela bruta que vou dividir o quarto?! É hora de pedir ajuda…

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