domingo, 5 de fevereiro de 2012

Hey idiot, I love you (3ºCap)


Parte III

O meu pai olhou para mim e fez-me sinal para subir lá acima ver o que se passava com a moça, eu fui. Contrariada, mas fui.
Subi as escadas, degrau a degrau, devagarinho. A minha vontade de ir lá para cima era nula, mas tinha de fazer o que o meu pai me tinha pedido. Assim que cheguei lá acima, bati à porta, abria-a e pus a cabeça do lado de dentro.
- Posso entrar? – Perguntei serenamente, se ela fizesse algum movimento brusco teria de ser rápida a fugir, fecharia a porta num ápice e escondia-me. A cara dela ao olhar para mim foi do género “Estás a pisar o meu território, baza ou saco-te um bife”.
- O que queres? – Perguntou com uma voz rouca, dava para reparar que tinha estado a chorar
- Queria ver se precisavas de alguma coisa…
- Não, cenas minhas. – Disse ela virando a cara para a mesa de cabeceira onde tinha uma foto com o pai dela
- Tens muitas saudades? – Perguntei-lhe
- Saudades? Do que estás a falar?
- Do teu pai, tipo… - Ela interrompeu-me
- Hey! Ele não morreu! – Manifestou-se ela enraivecida
- Eu não disse isso… - Tentei logo corrigir o que ela tinha percebido
- Ele não morreu, ele só está doente, mas vai ficar logo melhor!
- Doente? Han? A serio?! – O meu queixo caiu, eu não sabia de nada e tinha-lhe tocado em algo íntimo, não era de todo a minha intenção
- De certeza que a minha queixou-se ao teu pai e ele te disse… Toda a gente sabe disso e atiram-me à cara, por isso força, está à vontade para o fazer.
- Que dizes rapariga? Eu não sei nada de ti? O que é que o teu pai tem? Porque não desabafas? – Tentei mesmo ajudá-la, mas só levava coices
- O meu pai… - O toque do seu telemóvel interrompeu-a, e ela atendeu a chamada – Estou? Ah Mariana diz… não te preocupes, amanhã às 8h em minha casa, vou levar companhia mas caga… Tá-se, beijinhos trenga.
- Ias a dizer… - Continuei eu a bater no ceguinho para ver se descobria algo…
- O meu pai é um alcoólico. Satisfeita?! – Respondeu-me bruscamente
- Desculpa, eu… eu não sabia, juro! – Estava sem saber o que dizer, conviver com alguém que tem problemas de álcool deve ser horrível, agora percebo porque os pais dela se separaram e porque às vezes a Cátia ia lá para casa a chorar, agora tudo começava a fazer sentido.
- Mas não penses que ele é capaz de fazer mal a alguém. Ela era incapaz, aquilo que aconteceu com o meu irmão foi um acidente. Ele não teve culpa, a culpa não foi dele… - Débora soluçava, chorava, tremia só a falar no assunto…
Irmão?! Que irmão?! Ok… sem dúvida alguma algo não batia certo, que irmão está ela a falar?!

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Hey idiot, I love you (2ºCap)


Parte II

Ok. Entrámos no recinto da casa e o meu pai guiou a carrinha até à garagem, deixou-a do lado de fora, saímos da carrinha e eu senti-me como se estivesse a entrar em algo de outro mundo, pisar aquele chão e olhar aquele robusto jardim de outro ponto de vista sem ser dentro de uma carrinha através dos vidros era fascinante, as cores brilhantes, diferentes texturas, aromas inexplicáveis deixaram-me saciada de um novo mundo.
Demos a volta à casa e entrámos pela grande porta principal… Era mesmo grande.
A Cátia, a noiva do meu pai, era uma jovem de 33 anos, loira, 1.65m, magríssima era bastante simpática e cozinha lindamente, pena que é vegetariana, mas vá isso são apartes, até gosto do apoio que ela tem sobre muitas causas relativas a animais.
Agora em relação à minha nova “irmãzinha”, temos uma diferença de um ano, ela é morena, tem um sorriso bué da lindo mas as nossas confianças estão abaixo de zero. Ela não gosta muito de mim, tipo, somos muito diferentes, acho.
O meu pai deu à Cátia um beijo nojento, eu limitei-me a voltar à carrinha para buscar as malas que tínhamos lá deixado. Já estava a voltar com as minhas para dentro da casa quando o meu pai foi buscar as dele. Assim que entrei em casa, a Cátia indicou-me que tinha de subir as escadas e no corredor principal, o meu quarto ia ser por uns tempos o da Debora, era o 3º quarto do lado direito e era enorme. Uma cama de solteiro que dava para duas pessoas a brincar, era branco o quarto, as cortinas eram vermelhas e tinha uma varanda sobre o lado direito da casa, onde tinha o canteiro das rosas, era lindo. Um quarto branco decorado à base de azuis-escuros e vermelhos, e com um poster enorme do Big Ben. Yap, era uma London admired. Ok, tínhamos um ponto em comum, crazy han? Ela não estava no quarto, mas eu comecei a acomodar-me lentamente, não queria tirar nada do sítio. A minha cama estava montada, era um sofá cama, safava por agora, mas era bastante fofinho.
As horas passaram e lá fui-me acomodando, ela não chegava e eu queria despachar aquilo. Eram 19h15 quando o meu pai me veio chamar para jantar.
- Jesse, desce, a Cátia vai servir o jantar, a Debora não vem jantar connosco, ela só chega por volta das nove dez horas, por isso não vais poder fazer muito, mas anda, desce.
- Já reparaste? Esta gente tem tanta coisa, e há outros que pouco têm. – Refilei.
- Anda, esquece isso, estamos aqui agora e estamos bem, só o que importa.
Desci com ele, e não me pronunciei mais. Sentei-me naquelas cadeiras enormes e comi. Jantámos legumes, muitos legumes, e eu e o meu pai comemos também peixe grelhado. Estava delicioso.
O jantar não foi totalmente silencioso, houve pequenos bitaites sobre os preparativos do casamento. Eu fingi não estar a par da conversa. Entretanto, quando me chamaram à conversa sobre o que eu achava do local da festa, a Débora entrou com uma fúria, de telemóvel ao ouvido e subiu as escadas rapidamente com uma violência estrondosa, só gritava Mariana isto, e Mariana aquilo…
Mas que raio se passava? É com aquela bruta que vou dividir o quarto?! É hora de pedir ajuda…

domingo, 29 de janeiro de 2012

Hey idiot, I love you (1ºCap)


Parte I
9.00am


Já estou acordada e pronta para ir para Lisboa. Sim é hoje que me mudo definitivamente para lá. O tempo aqui no Porto está espectacular, neste inverno horrível, este deve ser um dos primeiros dias que para mim uma camisola e um casaco me chegam, até estou de calças logo eu que quando o frio ataca vai-me logo às pernas! Mas adiante, o meu pai hoje preparou-me um pequeno-almoço à maneira, croissants, fruta, suminho, havia de tudo, já não me lembro dele fazer isto, a última vez eu devia ter uns 8 ou 9 anos.
As malas já estão todas na sala preparadas, na casa só vão ficar os móveis, não vou deixar cá roupa nenhuma apesar de mantermos a casa por um tempo. O apartamento onde vivo não é muito grande, tem apenas dois quartos não muito grandes, um quarto de banho, uma cozinha a precisar de ser remodelada, a sala tem uma bela vista sobre a rua de Santa catarina, talvez por isso o meu pai a mantenha, bem localizada pode vir sempre a valer um bom dinheiro quando eu for para a universidade.


- Jessica, só falta levar as tuas malas para a bagagem da carrinha e depois arrancamos. – Disse me o meu pai (Tiago), um homem na casa dos quarenta, moreno, alto, bem-parecido até, tipo é meu pai não o vou criticar, né? – Estás aí a olhar pela janela muito pensativa e calada já há uns 5 minutos.
- Han?! Oi? Estás a falar comigo? – Perguntei eu deslocalizada
- Não Jessica, estava a falar para as pessoas que estão a passar lá em baixo
- Bem me parecia – Esbocei um pequeno sorriso, peguei nas malas e desci para a carrinha
Uma bela duma carrinha Volkswagen, amarela e branca, de 12 lugares, 3 à frente, e duas filas de 4 lugares, modelo split de 1997, há quem chame carrinha pão-de-forma mas ainda há umas diferenças mas sim, vai dar tudo ao mesmo.
Entrei na carrinha para o lugar de pendura, sintonizei a rádio e eu e o meu pai demos início à nossa viagem de mais ou menos 3 horas. Primeira música do dia? Adele - Someone like you, ya ya a música é bonita, mas há mais alguém que concorda comigo que a música está sempre a dar quando outras músicas podiam passar nas rádios de vez em quando?
Uma hora de viagem passada, e eu sem abrir a boca, somente a contar as árvores, tecnicamente falando, aborrecida e bastante pensativa.
O céu azul, o sol brilhante, esta paisagem toda verde estava a levar-me àqueles momentos de depressão a pensar na vida, tudo tão bonita e eu, aqui, tão só, coisas que passam na cabeça quando estamos no meio de uma viagem long. Mas o melhor é estar com o nosso pai ao lado a cantar Summer of ’69 do Bryan Addams, sim ele está a dar um brilharete que está a fazer os meus ouvidos chorarem de ele estar a cantar tão alto. É só mais duas horas de sofrimento e lá chegamos.
Sim, finalmente a carrinha parou sem ser para abastecer! Pés na terra, mesmo na hora do almoço, pouco passa do meio-dia e o meu pai estacionou a carrinha no parque de estacionamento do McDonalds! Fast food, yes!
Entramos e eu pedi um grande menu, um Bic Mac era tudo o que eu mais queria agora, estava faminta, o meu pai pediu igual, mas o menu XXL, como é que ele consegue?!
Sentamo-nos numa mesa no canto da sala, e começamos a devorar aquilo como se andássemos a viver somente de alfacinhas, mas era pura fome!


- Este é o nosso último almoço a dois, do sentido, só existirmos só nós os dois. – Deixei a boca fugir à verdade
- Oh, não penses assim, sabes que não é verdade. A família apenas vai aumentar e isso é uma coisa boa, é assim que tens de pensar, e não é por isso que estes momentos vão deixar de existir, simplesmente vão ser diferentes. – Ele a tentar convencer-me de uma coisa que nem ele próprio tinha a certeza.
Acabámos de jantar em silêncio, e agora só 10 minutos nos separavam da minha nova casa.
Chegámos lá, era um bairro nada a ver com o que eu estava acostumada, um bairro calmo, casas modernas de deixar a boca cair no chão. A com grande jardim na frente, portão alto, e com arbustos a fazer de muros todos bem aparados, era onde eu ia viver. Era uma casa enorme, a sua aparência transmitia luxo e algo tipo sonho, mas por dentro era de uma simplicidade fantástica. Elegante e de cores suaves transmitiam muita paz e serenidade. Desde a última vez que cá estive, há cerca de um mês atrás, a casa mudou um pouco. Agora um dos 5 quartos da casa estava pronto para me receber. A parede ainda branca para eu decorar à minha maneira, completamente vazio, e durante um tempo ia eu partilhar o quarto com a Debora.
Voltando à casa, uma entrada bastante ampla tal como todas as outras divisões da casa, virada para a escadaria em espiral que leva até aos quartos, do lado esquerdo a sala de estar com uma claridade brutal devido às enormes janelas que tem, e com a sala de jantar um pouco mais à frente. Do lado direito da entrada temos uma cozinha maior que a sala de estar da minha casa do Porto. A cozinha é um sonho!
Na parte de trás do jardim, tem uma pequena piscina, e o jardim é cada vez maior, e também a garagem é gigante. Com dois carros lá, uma carrinha Mercedes Classe M, Edition 1 cinzenta que me saltou logo à vista, que pertencia à empresa onde a Cátia (noiva do meu pai) trabalha. E um Toyota RAV4 branco pérola, que lindo! E ainda havia espaço naquela garagem para uma mesa de bilhar e uma de ténis de mesa. Mas onde vim eu parar?!

sábado, 28 de janeiro de 2012

Hey idiot, I love you (Introdução)

Bem, eu decidi criar o blog para poder postar as minhas fanfictions, aqui vai a primeira sobre os One Direction e espero que gostem.
As meninas vão ser:
Eu (Jessica) - Styles
Debby - Malik
Mariana - Tomlinson
Beatriz - Payne
Cat - Horan

Epílogo:


Quantas vezes não te encontras a ouvir a mesma música vezes e vezes sem conta porque ela te faz lembrar alguém? Ou quando estás a ler um texto super querido e mesmo sem dizer o nome de ninguém, esse texto faz te recordar alguém especial? Pois, a mim várias e várias vezes isso me aconteceu… e continua a acontecer…

Sinto-me como se estivesse a andar às voltas à procura de algo mas desviei-me do caminho e não consigo voltar atrás não sei onde estou, sinto-me perdida… Alguém sente o mesmo ou serei a única a sentir que me falta algo para me sentir especial? É que eu sinto-me assim…

A vida é muito curta para não ser aproveitada, e o mundo muito grande para não perguntar porquê isto ou aquilo…

Mas para onde me devo virar? Para o que está certo mas nada me parece direito? Ou para o que está direito mas nada me parece certo? Sinto-me assim…

Perdida…

Dizem-me para sonhar como se eu fosse viver para sempre, mas para viver como se fosse morrer hoje… Se isto fosse assim, considerar-me-ia uma pessoa que pouco fez e que os meus sonhos não me levaram a lado algum, que nada os fiz para concretizar… E se eu pudesse mudar?

E se mudasse? … Na vida fazemos várias coisas. Umas desejamos nunca ter feito, outras desejamos poder repetir milhões de vezes, mas todas fazem de nós o que somos, e no fim acabam por retractar quem realmente somos. Se não fosse assim, se mudássemos algo então já não seríamos quem somos. Por isso viver a fazer erros e a aprender com eles cria boas recordações, não podemos é nunca duvidar quem somos, onde estamos e principalmente para onde vamos.

Sim, isto está uma confusão, mas a vida é mesmo assim confusa… Agora podem não estar a perceber a minha história mas rapidamente se vão apercebendo de cada detalhe que vos vou contar, de cada passo que dei, com quem partilhei os momentos altos, os menos bons, … mas vá, parto à apresentação, o meu nome é Jessica, uma adolescente de 17 anos a fazer 18 em pouco menos de 6 meses (btw hoje foi um sabado desgastante a estudar, or not…). 1.80m, cabelo castanho, curto um pouco acima dos ombros, olhos castanhos… Nacionalidade portuguesa, sonhadora mas sem força para os realizar.

Aos poucos vão se aperceber como sou interiormente visto que já detalhei-me, e apesar que nas notas em cima já deu para ver a problemática que sou…

Pronto, mudando de assunto, mudei-me para a baixa de Lisboa à pouco tempo, estou ainda a adaptar-me a este ambiente porque eu vivia no norte mas visto que o meu rico paizinho decidiu mudar-se para Lisboa para vir viver com a sua nova esposa, que sinceramente até é boa onda mas continuo a não ser a sua maior fã, e eu tive de mudar de escola e tudo para ficar com eles. Qual a “melhor” parte?! Partilhar o quarto com a filha dela de 15 anos.. yeih que alegria, or not…

Ela? Ela chama-se Debora, é parecida comigo até no feitio, a miúda até tem bom gosto, o quarto está todo bem decorado, mas não me vou por a dizer-lhe isso ou ainda pensa que estou a dar graxa ou assim… Conheço-a pouco, ela veio à pouco de Londres, acho, porque o pai dela mora lá e ela foi passar lá umas férias e já voltou… Infelizmente… bem que podia ir e não voltar, ou fazer melhor e levar-me com ela, acrescentava-lhe 10 pontos de consideração mas vá, que seja…

Sim, esta sou eu, uma rapariga que pensa demais na vida em vez de a aproveitar e cujo o destino lhe fará das suas…

My life is based on a true story

I'm just a girl:
I love being called pretty, but I'll never believe it.
I'm not always right, but hate admiting I'm wrong.
i'm almost always smiling, but it's not alwyas real.
i can be read like an open book, but hide so much,
I work hard at things, but don't always get what I deserve.
I'm just a girl.